LENÇÓIS PAULISTA
Cidade do Livro

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Fundada em 28 de abril de 1858, Lençóis Paulista, com seus mais de 71 mil habitantes, é banhada pelo Rio Lençóis, o manancial mais importante para o abastecimento da população que também deu origem ao nome da cidade, devido as ondas formadas em sua desembocadura que refletidas ao sol pareciam lençóis d’água.

 

Devido ao seu rico conteúdo histórico literário e seu acervo ser maior que o próprio número de habitantes, Lençóis é conhecida como a “Cidade do Livro”.

 

O município possui expressivos atrativos histórico-culturais, rurais e eventos agropecuários de projeção nacional. Também se destaca pela produção de açúcar e álcool, celulose, rerrefino de óleo usado, alimentos, além de aguardentes, vinhos e cervejas artesanais.

 

Em Lençóis Paulista, a cultura, a tradição, a fé, o empreendedorismo, a preservação do meio ambiente e o espírito de solidariedade andam de mãos dadas, além da tradicional hospitalidade lençoense.

Lençóis Paulista fica na região centro-oeste do Estado de São Paulo, a aproximadamente 300 km da Capital. O acesso pode ser feito pela SP-300 (Rodovia Marechal Rondon) e SP-261 (Rodovia Osni Mateus).

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Como Chegar?

Lençóis Paulista fica na região centro-oeste do Estado de São Paulo, a aproximadamente 300 km da Capital. O acesso pode ser feito pela SP-300 (Rodovia Marechal Rondon) e SP-261 (Rodovia Osni Mateus).

Nossa história

É muito provável que os primeiros povoadores de Lençóis tenham vindo nas primeiras décadas do século XIX, entre 1800 e 1830. Como o registro de terras só passou a ser mais bem controlado a partir de 1850, é difícil determinar com precisão o início da povoação.

Sabe-se que em 1834, Pedro Nardes Ribeiro se apossou de terras às margens do Ribeirão Grande, nas proximidades de Aimorés (atual distrito de Bauru) e Guaianás (atual distrito de Pederneiras). Na mesma época, Pedro Francisco Pinto atravessou a Serra dos agudos e tentou se instalar na bacia do Rio Batalha, onde foi morto pelos índios. Sebastião Pereira iniciou lavoura próxima ao Ribeirão da Água Parada, nas proximidades de Bauru.

Em novembro de 1863, Francisco Rodrigues de Campos, registrou em Lençóes a venda de vários lotes de terras próximas ao Rio Batalha, dos quais teriam tomado posse entre 1830 e 1835. Como esses locais ficam além de Lençóis, conclui-se que a povoação aqui já tinha certo tempo.

Quando o número de povoadores foi crescendo na região, durante a primeira metade do século XIX, inúmeros agrupamentos rurais surgiram, todos englobados na designação geral de Bairro dos Lençóes. O bairro foi elevado à freguesia em 28 de abril de 1858, pela Lei n7 36 da Província de São Paulo, ficando subordinado à Vila de Botucatu. Sete anos depois, em 25 de abril de 1865, pela Lei n7 90, a freguesia foi elevada a Vila de Lençóes. A comarca foi criada em 7 de maio de 1877 e instalada em 20 de outubro do mesmo ano.

Pouco tempo depois de ser elevado à Vila, Lençóis desmembrou-se de Botucatu.

Origem do nome

Graças às cartas cartográficas que mapearam os afluentes do Rio Tietê, sabe-se que pelo menos desde 1770, a região do Rio Lençóis é conhecida como tal. Posteriormente, o povoado do Ribeirão dos Lençóis, como aconteceu com tantas outras cidades, adotou o nome do rio do qual era vizinho. No entanto, a razão pela qual os primeiros desbravadores referiam-se ao rio pelo nome de Lençóis ainda é desconhecida.

Segundo Alexandre Chitto em seu livro “Lençóis Paulista Boca do Sertão”, não há consenso sobre a origem do nome. O historiador apresenta três possíveis versões, nas quais a referência é literal. A primeira versão seria a de uma espécie de capim florido (capim-favorito) que tomava grandes extensões de terra as margens do rio, dando-lhe um aspecto de um imenso lençol colorido. Outra versão teria o mesmo sentido do lençol florido, mas seria o resultado de flores de gabiroba (espécie de arbusto frutífero) caídas no chão.

A versão mais consistente, todavia, é a que sugere que o nome seria dado em função do próprio rio, que em determinado momento, em sua desembocadura, formava ondas que refletidas pelo sol pareciam lençóis d’água.

Além de mexer nas divisas dos municípios, o governo de Vargas mexeu também nos seus nomes. Uma das novas regras era de que duas ou mais cidades não poderiam ter o mesmo nome em todo o país.

A determinação para a mudança veio em dezembro de 1943. Antes disso, em 1941, devido a uma reforma ortográfica na língua portuguesa, a grafia do nome já havia mudado de “Lençóes” para “Lençóis”. Como já existia uma cidade chamada Lençóis mais antiga, na Bahia, esta ficou com o direito sobre o nome.

Dentro do Diretório Municipal de Geografia foi formada uma comissão incumbida de tratar do assunto. A comissão solicitou às autoridades estaduais a manutenção do nome, argumentando ser a vontade do povo. A comissão afirmava que tal aspiração encontrava fundas raízes na opinião pública local, pois o nome baseava-se numa tradição popular e o local era assim chamado desde o início de seu povoamento. Caso não fosse possível manter o nome original, a comissão sugeriu os nomes de Rio Lençóis ou Lençóis Paulista.

A cidade não teve sucesso nos argumentos e em 17 de janeiro de 1945 a ata da sessão solene inaugural do quadro territorial da República que vigoraria até 1948 trazia um novo nome: Ubirama, que na língua tupi significava região aprazível.

Naquele mesmo ano de 1945, Getúlio Vargas foi deposto, mas o município carregou o nome Ubirama por mais quatro anos. Com o fim do Estado Novo de Vargas, os municípios reconquistam a autonomia para eleger seus prefeitos e vereadores, o que acontece em 1947. Em 17 de janeiro de 1948 é reinstalada a nova Câmara de Vereadores de Ubirama. Uma de suas primeiras soluções foi rever a questão do nome, que em 17 de janeiro de 1949 voltou a ser Lençóis, acrescido do complemento Paulista.

Símbolos

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A Bandeira, suas cores e justificativas:

Os campos amarelo e verde representam as riquezas de Lençóis Paulista, frutos de sua lavoura, da sua indústria e do seu comércio;

A faixa azul representa o céu e o Rio Lençóis, verdadeiro espelho a refletir a imagem do céu da terra Lençoense;

As faixas brancas que ladeiam a faixa azul levam consigo o tema lírico da poesia cantada no brasão da cidade. “A espuma branca do Rio Lençóis”;

Com letras brancas, sobre a faixa azul temos a divisa “PRO DEO, PRO PATRIA”, colocada não apenas para lembrar o brasão da cidade, mas, sobretudo, para que o ideal Lençoense ressoe em todos os campos onde sua bandeira for desfraldada.

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Sobre o Brasão:

O Brasão de Armas é uma confecção artística do escudo de nossa cidade, que representa dados relativos ao  Histórico de fundação, de acordo com as leis de nossa heráldica.

 

O desenho é de Laudelino de Lima Rolim.

A Lei Municipal n.º 189 de 20 de janeiro de 1955 é o instrumento que institui este símbolo no município.

O Hino Oficial do Município
Letra e música de Poério Zillo

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Parabéns Lençóis Paulista!

Por tua fé e tradição,

Por teu povo honrado e forte,

Consciente e cristão.

Das tuas lutas no passado

Às conquistas do presente,

Te fizeste solo amado

Dos teus filhos competentes.

Terra de entrada de valentes bandeirantes,

De antigo povo nas suas lutas tão constantes,

De um povo forte de além-mar que após chegou,

Que aqui venceu e se irmanou.

Tuas indústrias, tuas lavouras,

Os teus grandes canaviais,

São conquistas, são riquezas

Que não morrerão, jamais.

Tua cultura, teus esportes,

E o dever social, também,

São virtudes que proclamam

A justiça, o amor e o bem.

Lençóis Paulista, antes boca do sertão,

Que hoje é marco de progresso da nação,

Que se destaca por sua raça tão viril,

Que honra São Paulo e o Brasil!